Cérebro: Nosso órgão demasiadamente sexual

Cérebro: Nosso órgão demasiadamente sexual - Autora: Acompanhante SOL

Sabemos que existem milhões de vezes mais micróbios do que animais maiores visíveis a olho nu, podemos concluir então, que o sexo não apareceu para termos filhotes, pois estes microrganismos fazem isso melhor do que nós, sem sexo. Por isso, qualquer religião que proponha que relações sexuais só devam ocorrer com fins reprodutivos necessita, urgentemente, atualizar seus ensinamentos. Neste aspecto, pelo menos, está completamente ultrapassada.

Então pra que serve o sexo?

Você pode não acreditar, mas os cientistas descobriram que a verdadeira função do sexo é misturar características de dois indivíduos em um só, o filho. A vantagem deste processo é que aumenta muito a diferença entre os membros de um bando, quer seja de pessoas ou de bichos. Nenhum animal é igual a outro e isso é o resultado prático do sexo. Mesmo quando examinamos vários irmãos, cada um deles recebeu de seus pais informações genéticas diferentes, por isso não são completamente semelhantes. Os tais microrganismos de seu intestino são todos muito iguais, como se fossem irmãos gêmeos. Por isso, quando você toma um antibiótico que mate um deles, certamente matará todos e (usualmente) fica curado da doença.

O sexo é muito antigo, mais antigo que os dinossauros e começou antes dos animais saírem do mar para a terra. Por isso, quando uma estranha capacidade, única dos seres humanos, a consciência, apareceu no mundo, o sexo já estava muito bem organizado. A consciência e sexualidade funcionam em partes diferentes do sistema nervoso central e, por isso, podem até chegar ao extremo de não concordarem entre si sobre o que é melhor para você.

O resultado você já conhece, as partes não chegam a um acordo. Na maioria das vezes, o seu bom senso diz : — Vá por aqui. — Mas outra voz, mais sensual, replica, dentro do seu crânio: — A opção racional até pode ser por ali, mas, por este outro caminho aqui, é muito mais gostoso... E lá vamos nós, comandados pelas partes mais antigas do cérebro! É no cérebro, e não os genitais, que sentimos prazer e planejamos nossa vida afetiva e emocional. Ele é o nosso órgão sexual!

Relatos do mestre e doutor em Ciências (Genética e Biologia Molecular) pela UFRGS, Renato Flores.

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