Pseudo-Moralismo: Critica às acompanhantes é?

Um desabafo da classe

”Entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento a única diferença consiste no preço e na duração do contrato.”

(Simone de Beauvoir)

Sabemos que o corpo é um templo precioso e se na verdade parássemos para pensar em um valor, ele seria inegociável, nos pertence, é sagrado, é valioso, é nosso passaporte. Infelizmente, em virtude da quantidade de produtos no mercado, não podemos exagerar nos valores, optamos por um cartel, me refiro aqui aos bons produtos. No entanto, o vendemos sim, valores de mercado, do mercado do sexo.

Cada uma das acompanhantes sabe fazer a auto avaliação do porque da venda, quais motivos a levaram à chamada: “Violência corporal” pelos pseudos-moralistas. O que penso disso tudo, fazendo uma analogia geral e empírica da situação, (me coloco aqui como alguém também adequada para falar, pois também vivo temporariamente de sexo), é que temos uma grande qualidade: Assumimos! Disse tudo. Quantas pessoas vivem em uma vida regada à sexo sem proteção, transando com várias pessoas em baladinhas e depois se vestem da couraça do julgamento? Cobramos, escolhemos, determinamos, o que é bem melhor. Afinal, homem respeitador no mundo está difícil, decidimos nos vender enquanto achamos alguém que mereça o presentinho “gratuitamente”. Como diz Simone de Beauvoir, ”Entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento a única diferença consiste no preço e na duração do contrato.”

Quando você assume fazer algo e respeita aquele momento e o visualiza como seu momento de crescimento, você se destaca de muita gente. Afinal, quem pode nos atirar pedras? Cuidamo-nos mais do que muitas mulheres, somos decididas, determinadas e não nos fazemos de santinha, conhecemos muito da vida meu caro, mas não perdemos a integridade. Temos também uma vida fora disso e vemos constantes críticas de mulheres que se julgam melhores do que outras, e que mentalidadezinha mais pífia e esdrúxula de tais mulheres. Deixo uma pergunta para as moças que insistem em criar blogs e nos detonar: O que te torna melhor do que qualquer outra mulher?

O pedestal ficaria mais maleável se elas parassem para pensar que se toda vez que o namorado ou marido transasse com ela lhe desse dinheiro ou presentes caros, ela seria alguém um pouco mais feliz. Ah, mas elas buscam um relacionamento limpo, com amor e uma família modelo. Terra!! Família modelo inclui sexo fora do casamento que seu esposo não vai deixar de ter, e nem vai te contar que tem, é instinto mulher, é da raça.

O que faz alguém pensar que é melhor do que outra pessoa? Que sentimento imundo é esse? Acredito que pessoas que se julgam superiores sofrem de analfabetismo funcional, deveriam calçar as sandálias da humildade, rever seus conceitos. Cada um faz o que quer da vida, cada um é responsável por sua história, pode escrevê-la, apagá-la e reescrevê-la se quiser. Sei que muitas acompanhantes estão na vida para angariar fundos para alimentar seus vícios com drogas e bebidas, mas muitas, também levam seus compromissos a sério e respeitam as pessoas, não nos entregamos às desgraças, ao fim da vida, buscamos nisso uma forma de recomeçar, de acelerar algumas conquistas. Cada uma sabe dos seus motivos, do quanto ganhou e perdeu estando em sites e servindo bem nossos estimados clientes. Entre idas e vindas, conheci também acompanhantes inteligentíssimas, mulheres de garra, honestas e íntegras em boates e sites da vida, acompanhantes de luxo que sem dúvidas também formarão futuramente ‘família’ e respeitarão as pessoas e seu lar, sabe por quê? Experiência de vida, experiência com homens, histórias, fragmentos, desilusões, casos de família que nos fazem amadurecer cada dia mais. Um cliente não é um simples alguém que entra por nossas portas e se vai após descarregar, é alguém que respeitamos em sua essência, que possui sua história, sua luta. Ele é mais alguém que possui suas crises e precisa também desses momentos que precisamos, de algumas pauladas da vida para crescer. Uma pessoa sem muitas vivências é um grande saco vazio que o vento carrega rápido.

Dediquei o artigo da semana ao nosso “Magno desabafo”. O que entrou em questão não foi nem tanto o fato de algumas se fazerem de santinha ou ser uma acompanhante e sim a ideia errônea e insistente de supremacia de algumas gazelas, que nos abala pelo simples fato de sermos mulheres também, como qualquer outra.

Não se nasce mulher: torna-se. (Simone de Beauvoir)

Acompanhante Sol.

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